spot_img
InícioGeralHorário eleitoral gratuito: pouca inovação, mesmas frases, mesmas promessas. O mesmo ‘blá-blá-blá’...

Horário eleitoral gratuito: pouca inovação, mesmas frases, mesmas promessas. O mesmo ‘blá-blá-blá’ de sempre

Horário eleitoral gratuito: pouca inovação, mesmas frases, mesmas promessas. O mesmo ‘blá-blá-blá’ de sempre

Mesmas frases, mesmas promessas: candidatos a prefeito perdem tempo no replay de antecessores

PORTO VELHO – “Sou filho de garimpeiro”, “Vim de uma família muito pobre”, “Sou a única mulher candidata”, “Meu pai era agricultor”, e o blá-blá-blá de outras campanhas eleitorais está sendo repetido novamente pelos candidatos, especialmente aos que disputam a prefeitura, o que, conforme quem entende do assunto, disso o eleitor já esteja cansado de ouvir.

Ou então o que acaba sendo cômico. Um dos candidatos a prefeito disse numa entrevista à Rádio Caiari que não iria fazer qualquer promessa porque, segundo ele, de promessa o eleitor já está cheio, mas respondia perguntas de ouvintes com críticas alegando aquilo que qualquer eleitor mediano sabe: há necessidades imediatas a serem preenchidas. Mas mesmo reafirmando que não estava na entrevista para prometer nada, ele se repetia.

Num discurso onde pretendia ser o diferencial em relação aos outros candidatos, ele, logo a seguir, ao alegar que não fazia promessas, dizia sempre que iria resolver os problemas, inclusive o de instalar um sistema de saneamento básico, e repetir o que outros já disseram, que não vai asfaltar sem fazer a drenagem das ruas, sempre repetindo que, como outros disseram antes, dinheiro o governo federal tem.

E O OUTRO LADO?

Do “lado de lá”, longe dos assessores, que muitas vezes se comportam como “aspones”, sem serem vistos ou ouvidos estão os que deverão opinar por último: os eleitores, uma grande parcela formada por pessoas que já vêm votando há anos e, por isso, estão como se fossem “envernizadas” contra as promessas ou a falta de discurso.

De três pessoas, o site ouviu que um dos candidatos “chegou a ter contra si denúncia de espancamento em uma senhora”, e outro afirmou ter certeza que, dependendo as urnas, Porto Velho poderá não ter uma “primeira dama”.

Dois dos ouvidos lembraram que a eleição municipal é a que mais aproxima o candidato do eleitor, “porque quem pretende ser prefeito, por exemplo, é fácil de ser lembrado na sua vida do dia-a-dia, o que pode pesar muito na hora de votar”, e conforme o caso, se “isso tiver ocorrido dentro da família vai pesar mais ainda”.

Repetição de promessas é outro problema para o eleitor acreditar no candidato. “O duro é que quando chegam lá todos repetem a mesma coisa e continua como estamos até hoje, morando numa cidade suja, apesar do esforço dos garis para tentar mantê-la limpa”, disse o motorista de aplicativo, Rogério Soares.

www.expressaorondonia.com.br

Veja também