
“Eu sinto que não fico aqui.” Antes mesmo de pegar o canudo de Jornalismo, eu repetia esse mantra, num prenúncio do que viria a se materializar no dia 14 de maio de 1998, dois anos depois da minha formatura.
Há exatamente 23 anos, portanto, eu trocava Campina Grande, na Paraíba, por Porto Velho em Rondônia. Mas como justificar a decisão de deixar a base de uma carreira considerada promissora para um jovem que ingressara no mercado de trabalho, antes mesmo de se graduar?
“O desejo de alçar novos vôos”, poderia ser a resposta a brotar na mente e no meu coração que já não se empolgavam tanto na hora de cobrir a pauta da Câmara Municipal para o jornal do qual era repórter, escrever sobre memoráveis eventos, a exemplo do Maior São João do Mundo, bem como colaborar para colunas sociais e fazer assessoria de imprensa de badalados acontecimentos.
Hoje, percebo que a causa da migração tão almejada estava justamente na vocação para empreender, termo que talvez nem existisse quando decidi mudar o foco. Há quem me questione porque não escolhi centros mais avançados como Rio, São Paulo ou Brasília.
A resposta é simples. Se eu tivesse desdenhado o Norte do País com a visão tacanha de que a região se restringe a selva, não teria me lapidado como um diamante, graças a produtivas experiências que me fizeram crescer. Formei em outro curso – Pedagogia -, fiz pós – graduação em Turismo e me habilitei para lecionar Empreendedorismo no ensino universitário.
Conquistei também espaço nobre na comunicação social, assessorando importantes entidades e órgãos públicos, além de participar de projetos vitoriosos de personalidades notáveis. E mais: a segunda unidade mais jovem da Federação (É mais velha apenas do que Tocantins) transformou – se num iluminado palco para a minha retumbante estreia na cultura empreendedora.
Lancei o Jornal e site Folha Jovem; a Revista Jovem Empreendedor, o Seminário de Empreendedorismo e o Prêmio Jovem Empreendedor. Diante dos aplausos, motivação e conquistas, além dos anjos em forma de amigos que contracenam comigo nesta apresentação triunfal, resta – me apenas parafrasear o nobre conterrâneo e eterno poeta das multidões Ronaldo Cunha Lima (em memória). “A Quem me deu tudo, eu não posso negar nada”. Gratidão Rondônia. Graças a Deus aqui cheguei.
Autor da matéria João Albuquerque



