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Nascido em Cerejeiras, Cristian Ribera faz história com medalha de prata para o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno

O brasileiro Cristian Ribera entrou para a história ao conquistar a primeira medalha do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno. O atleta ficou com a medalha de prata na prova sprint do esqui cross-country, na categoria sitting, durante os Jogos Paralímpicos de Inverno de 2026, disputados na Itália.

A disputa ocorreu no Tesero Cross-Country Stadium, localizado em Val di Fiemme. Ribera concluiu a prova com o tempo de 2min29s6, garantindo o segundo lugar no pódio. O ouro foi conquistado pelo chinês Liu Zixu, que registrou 2min28s9, enquanto o bronze ficou com o cazaque Yerbol Khamitov, com 2min29s9.

O brasileiro chegou a liderar parte da prova, mas acabou sendo superado pelo atleta chinês na reta final da disputa. Mesmo assim, o resultado representou um marco para o esporte paralímpico brasileiro, já que o país nunca havia conquistado medalha em Jogos de Inverno.

Com 23 anos, Ribera é natural de Rondônia e atualmente reside em Jundiaí, no interior de São Paulo. Esta é a terceira participação do atleta em Jogos Paralímpicos de Inverno. Até então, seu melhor desempenho havia sido o sexto lugar na prova de 15 km em 2018.

O brasileiro ainda terá novas oportunidades de competir nesta edição dos Jogos, com outras provas do esqui cross-country previstas nos próximos dias, além da disputa do revezamento misto.

QUEM É CRISTIAN RIBERA

O rondoniense Cristian Westemaier Ribeira, nasceu na cidade de Cerejeiras (RO), (onde possui familiares) no Hospital Municipal São Lucas, em 13 de novembro de 2002. Cristian nasceu com artrogripose – doença congênita das articulações das extremidades e seus pais Adão Zabala Ribera e Solange Westemaier Ribera se mudaram para a cidade de Jundiaí, interior de São Paulo em busca de recursos médicos para o tratamento do filho, que não se prendeu as limitações de sua condição física e se tornou um grande campeão nas modalidades Paralímpicas que participa.

O esporte chegou em sua vida quando ainda era muito jovem.

“Eu nasci com uma doença chamada artrogripose congênita múltipla, que no meu caso afetou os membros inferiores e para complementar o tratamento os médicos pediram para eu começar em algum esporte, com preferência para a natação, para retardar o processo de atrofia das pernas, porque essa é uma doença progressiva”, conta.

Ele já fazia fisioterapia quase todos os dias da semana e começou a praticar natação aos 4 anos de idade. A partir daí, se interessou em praticar outros esportes, como atletismo, bocha, já jogou tênis, capoeira, e fez dança. “Testei de tudo um pouco.” A partir dos 12 anos, começou a levar as práticas mais a sério para transformar o esporte em carreira e se tornar um atleta paralímpico.

Aos 15 anos de idade participou de sua primeira paraolimpíada de inverno, conquistando 6º lugar. “Foi um choque. É claro, eu sempre treinei muito, mas não esperava o resultado tão bom assim”, conta. Ele foi campeão de uma copa do mundo. Mas, para ele, a competição mais simbólica foi a que competiu junto de seu irmão, que também é seu treinador.

Fonte: Gazeta Rondônia com informações do Portal Impactto.

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