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O que pesa contra Moraes no relatório da PF sobre Vorcaro

O que pesa contra Moraes no relatório da PF sobre Vorcaro

Moraes e Vorcaro© Montagem/GSW

O ministro André Mendonça, relator do inquérito do escândalo do Banco Master no STF (Supremo Tribunal Federal), retirou nesta terça-feira, 1º, o sigilo da investigação da Polícia Federal que apura a relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso, e o ministro Alexandre de Moraes .

O GSW Brasil elenca neste texto quais são as informações do relatório que mais pesam contra Moraes.

Pagamentos a Viviane

O relatório da PF afirmou que Vorcaro negociou a transferência de cotas de um jatinho e de um helicóptero como parte do pagamento ao escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Anteriormente, os policiais haviam descoberto um contrato de R$ 122 milhões de prestação de serviços firmado entre o Master e o escritório . Na época, o Barci de Moraes afirmou que os serviços de consultoria jurídica foram regulares e não tiveram relação com a atuação do magistrado, mas apurações independentes apontaram valores acima da média cobrada por outras empresas da área.

No relatório, constam ainda mensagens de Vorcaro a funcionários do Master cobrando prioridade aos pagamentos destinados ao escritório . “É o contrato mais importante que temos”, disse o banqueiro ao sócio Ângela Silva, conforme o relatório da PF.

O banqueiro ainda autorizou pessoalmente que fossem expedidos cartões de crédito em nome dos filhos do ministro do STF a pedido do escritório. Em nota enviada ao jornal O Estado de S. Paulo, que revelou a informação, o Barci de Moraes afirmou que os cartões foram oferecidos pelo banco, mas “jamais usados”.

Pedido de proteção

Em mensagens retiradas do aparelho celular de Vorcaro que foi apreendido pela PF, o banqueiro enviou mensagens destinadas a Moraes em que diz precisar da proteção de “Andrei” e “Paulo”.

Os dois citados seriam, conforme o relatório, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Mendonça pediu explicações sobre o diálogo à PGR.

Consulta sobre fuga

Em outra troca de mensagens, dois dias antes de ser preso pela Polícia Federal, Vorcaro perguntou a Moraes se deveria deixar o país . “Acha que segunda já tenho que estar fora?”, questionou o banqueiro em 15 de novembro de 2025. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo revelou a emissora CNN Brasil, com as informações do relatório policial, Mendonça avalia levar ao presidente do Supremo, Edson Fachin, um pedido formal de abertura de investigação contra Moraes para apurar o envolvimento do magistrado com o escândalo.

O plenário da corte teria de avalizar a inclusão de um de seus integrantes no inquérito.

Anteriormente, vale lembrar, Dias Toffoli — relator inicial do caso, depois substituído por Mendonça — declarou-se suspeito para participar de julgamentos do caso após a mesma PF revelar que ele teve relações financeiras com sócios do Master no Resort Tayayá, no qual teve participação.

Fonte msn

História de GSW Brasil

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