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Comerciantes e moradores da Zona Sul reclamam de poluição sonora durante campanha eleitoral em Porto Velho

Comerciantes e moradores da Zona Sul reclamam de poluição sonora durante campanha eleitoral em Porto Velho

Moradores relatam dificuldade para descansar, enquanto comerciantes afirmam que buzinaços e equipamentos de som em alto volume chegam a interromper atendimentos na Avenida Jatuarana

Com a intensificação das movimentações da campanha eleitoral de 2026, comerciantes e moradores da Zona Sul de Porto Velho estão reclamando do excesso de barulho provocado por ações de candidatos nas ruas. Veículos de campanha, caixas de som e buzinaços estão entre as principais queixas apresentadas por quem trabalha ou reside na região da Avenida Jatuarana.

Na tarde desta sexta-feira (4), o jornalista Miro Costa esteve na Avenida Jatuarana e conversou com comerciantes e moradores para ouvir os impactos provocados pelas movimentações políticas na região.

Uma das entrevistadas foi Thatiana de Freitas, proprietária da Farmácia Preço Baixo, localizada no cruzamento da Avenida Jatuarana com a Rua Geraldo Siqueira. Segundo ela, em determinados momentos, o volume do som dificulta até mesmo a comunicação entre funcionários e clientes.

“Nosso ramo é farmácia. A gente atende pessoas idosas e também pessoas que estão doentes. Somos obrigados a elevar a voz para falar e, mesmo assim, muitas vezes eles não conseguem nos escutar”, relatou.

Thatiana afirma que já precisou interromper atendimentos e aguardar a passagem das movimentações de campanha.

“Quando os caminhões passam e começa o buzinaço, fica impossível ouvir qualquer coisa dentro da loja. A gente é obrigado a parar o atendimento, esperar passar todo aquele barulho e depois continuar”, explicou.

A comerciante também lembrou que, durante a eleição anterior, chegou a procurar uma pessoa responsável por uma equipe de campanha para reclamar tanto do volume do som quanto da movimentação em frente ao estabelecimento. Segundo ela, a reclamação não resolveu o problema.

“Se existe uma lei estabelecendo limites, ela precisa ser respeitada. Não está tendo respeito”, afirmou Thatiana.

COMERCIANTES QUESTIONAM OCUPAÇÃO DAS FRENTES DAS LOJAS

Outro comerciante ouvido pela reportagem, Jusinaldo M. Almeida, também demonstrou insatisfação com ações políticas realizadas nas proximidades e na calçada de seu estabelecimento.

Ele questiona o que considera falta de equilíbrio entre as exigências impostas aos comerciantes para utilização de espaços e divulgação de suas marcas e a presença de materiais e equipes políticas em frente aos estabelecimentos durante o período eleitoral.

Entre as principais reclamações estão ainda o uso de caixas de som em volume elevado, buzinaços e veículos de campanha circulando por áreas de grande concentração comercial.

“O BARULHO ATRAPALHA O MEU DESCANSO”, DIZ APOSENTADO

A reclamação também parte de quem mora na região. Marisvaldo Martins, de 70 anos, residente na Rua Geraldo Siqueira, entre a Avenida Jatuarana e a Rua Sucupira, afirma que o período da tarde é quando a situação se torna mais intensa.

“O barulho é muito estressante. Tem hora que a gente fica até perturbado. O barulho tem atrapalhado o meu descanso. Sou aposentado e isso incomoda muito”, contou.

Para Marisvaldo, a campanha política pode acontecer, mas deveria existir maior preocupação com quem vive e trabalha nas áreas utilizadas pelos candidatos.

“Nem todo mundo é obrigado a ouvir o que eles querem falar. Eu concordo que tem que reduzir o volume. Os comerciantes também estão sendo prejudicados porque eles ficam bem na frente dos comércios”, afirmou.

MORADORES PEDEM MAIS RESPEITO DURANTE A CAMPANHA

Os relatos mostram que a principal reivindicação não é contra a realização das campanhas eleitorais, mas pela redução dos transtornos causados à rotina de moradores, trabalhadores, clientes e empresários da Zona Sul.

Com o avanço do período eleitoral, come…

Com o avanço do período eleitoral, comerciantes e moradores esperam que candidatos e suas equipes adotem maior cuidado com o volume dos equipamentos utilizados e com a ocupação dos espaços em frente aos estabelecimentos.

Para quem passa o dia trabalhando ou mora nas áreas de maior movimentação política, a cobrança é simples: campanha eleitoral pode ocupar as ruas, mas precisa respeitar quem também vive e trabalha nelas.

Fotos: Miro Costa
Texto: Miro Costa
349 SRT/RO

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