spot_img

Equipe de segurança de Maduro foi morta a sangue frio, diz ministro

Ministro da Defesa venezuelano rechaçou ataque dos EUA
PAULA LABOISSIÈRE – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
Brasília
Venezuela’s President Nicolas Maduro, his wife Cilia Flores, Defence Minister Vladimir Padrino Lopez and Vice President Delcy Rodriguez attend a year-end salutation to military forces in La Guaira, Venezuela December 28, 2025. Miraflores Palace/Handout via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY.
© MIRAFLORES PALACE

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, disse neste domingo (4) que boa parte da equipe de segurança de Nicolas Maduro foi morta “a sangue frio” durante o ataque perpetrado pelos Estados Unidos, no sábado (3), que culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro. 

“Soldados, soldadas e cidadãos inocentes”, disse Padrino, sem citar nomes ou números específicos. A declaração foi feita em vídeo, em que o ministro aparece acompanhado de membros das Forças Armadas do país.

Ao ler um comunicado oficial, Padrino rechaçou a intervenção norte-americana no país e exigiu a liberação de Maduro, que está detido em Nova York, sob acusação de narcoterrorismo.

Entenda

No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana Caracas. Em meio ao ataque militar, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York.

O ataque marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.

O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

 

Relacionadas
Forças Armadas da Venezuela reconhecem vice como presidente interina
Em comunicado, Brasil e mais cinco países condenam ataque à Venezuela
Venezuelanos no exterior reagem a ataque dos EUA e queda de Maduro

Mais notícias sobre cidades de Rondônia

SENAI CETEM dá início a nova turma de formação exclusiva para mulheres na área de eletricidade

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Rondônia (SENAI-RO) iniciou, na unidade do CETEM, em Porto Velho, uma nova turma do curso de Eletricista...

Governo sanciona lei que proíbe descontos associativos pelo INSS

Medida publicada no Diário Oficial amplia segurança na contratação de empréstimos consignados e endurece combate às fraudes O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou...

Mais de 2,8 mil motoristas de Rondônia já tiveram CNH renovada automaticamente

Motoristas de Rondônia já colhem os resultados da nova política do Governo do Brasil que garante a renovação automática e gratuita da Carteira Nacional...