A médica
Manoela Emiliana Morelli Chacel publicou um vídeo e um texto em suas redes sociais que vêm gerando forte repercussão. Nas publicações, a profissional relata ter sofrido um atentado e faz um duro desabafo sobre os momentos desesperadores e catastróficos que vivenciou durante a pandemia de
Covid-19. Ao expor sua experiência no enfrentamento da crise e sua visão sobre as medidas de contenção e as vacinas, a médica revela o esgotamento e os danos irreparáveis que o período deixou em sua vida, afirmando ser este seu último pronunciamento público sobre o tema.
Na publicação escrita, a médica afirma ser alvo de perseguição por defender o tratamento precoce e por conduzir investigações independentes sobre óbitos e documentos governamentais. Ela relata que sofreu um atentado quando os parafusos das rodas de seu carro foram intencionalmente retirados. Em tom taxativo, Chacel adverte que processará qualquer pessoa ou jornalista que a difame, ressaltando que agressões verbais serão tratadas como ameaça à sua integridade física.
No vídeo, a médica detalha sua experiência durante a crise sanitária, período em que afirma ter atuado na Secretaria de Vigilância. Segundo ela, um salto no excesso de óbitos a partir de 2021 a motivou a realizar autópsias, mesmo afirmando ser clínica e infectologista de formação, e não patologista. Chacel alega que entre 70% e 80% das mortes investigadas por ela teriam sido causadas por medidas invasivas inadequadas.
A profissional relata ter encontrado trombos extensos e áreas de necrose cardíaca em pacientes, associando os quadros aos imunizantes. Ela cita episódios que a abalaram profundamente, como a morte súbita de um adolescente de 12 anos e o registro de quatro bebês em gavetas de autópsia no mesmo dia. A médica confessa, inclusive, ter criado perfis falsos no Twitter na tentativa de convencer as pessoas a não se vacinarem, afirmando que suas publicações originais eram reiteradamente derrubadas pela plataforma.
Ao anunciar que deixará de abordar o assunto publicamente, a médica convoca a população a buscar a Justiça. Ela defende a responsabilização de influenciadores, autoridades e agentes públicos que incentivaram a vacinação e os lockdowns, sob o argumento de que atuaram em conflito de interesses.
O pronunciamento reflete a visão de uma parcela crescente da sociedade e de profissionais de saúde que questionam abertamente as diretrizes impostas. O debate médico, que deveria focar estritamente na autonomia dos profissionais para salvar vidas, acabou engolido por uma guerra de narrativas, disputas políticas e pela interferência direta das grandes empresas de tecnologia. As plataformas digitais assumiram o papel de moderadoras do discurso, silenciando debates, limitando o alcance de perfis e gerando uma percepção massiva de censura sobre tratamentos divergentes.