spot_img
InícioGeralMPRO ajuíza ação para regularização do serviço de anestesiologia no Hospital Regional...

MPRO ajuíza ação para regularização do serviço de anestesiologia no Hospital Regional de Cacoal

MPRO ajuíza ação para regularização do serviço de anestesiologia no Hospital Regional de Cacoal

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) ajuizou ação civil pública em que requer ao Poder Judiciário, em caráter liminar, que o Estado de Rondônia adote providências para regularizar a cobertura de médicos anestesistas no Hospital Regional de Cacoal (HRC). O pedido busca assegurar o atendimento de urgências e emergências e viabilizar a retomada das cirurgias eletivas eventualmente suspensas em razão da insuficiência desses profissionais.

A ação foi proposta pelo Promotor de Justiça Marcos Ranulfo Ferreira, após a Promotoria de Justiça tomar conhecimento de dificuldades na escala de anestesiologistas da unidade hospitalar desde janeiro de 2026, que estariam ensejando cancelamentos e adiamentos sucessivos de procedimentos cirúrgicos, com prolongamento de internações e aumento de risco à saúde dos pacientes.

A Direção do Hospital Regional de Cacoal, após ser instada pelo Ministério Público, informou dificuldades na cobertura anestesiológica da unidade, relacionadas a questões administrativas e contratuais. Sem a resolução do problema, documentos posteriores da Direção Clínica e da Direção Técnica também indicaram reflexos da limitação no funcionamento do centro cirúrgico.

Na ação, o Ministério Público sustenta que a Constituição Federal assegura a saúde como direito fundamental e impõe ao Estado o dever de garantir condições adequadas para a prestação dos serviços públicos de saúde.

 

Pedidos formulados

Na ação, o MPRO requer, em caráter liminar, que o Estado de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), regularize a cobertura anestesiológica mínima do Hospital Regional de Cacoal, no prazo de 10 dias, de forma a assegurar o atendimento de urgências e emergências e possibilitar a retomada das cirurgias eletivas eventualmente suspensas.

O Ministério Público também solicita que o Estado apresente plano de ação com diagnóstico da situação, definição do quantitativo mínimo de profissionais, cronograma de recomposição da escala, medidas administrativas e contratuais adotadas e estratégia para atendimento dos pacientes que aguardam procedimentos.

Os pedidos ainda serão analisados pelo Poder Judiciário, a quem caberá decidir sobre a concessão da medida liminar e, posteriormente, sobre o mérito da ação

(Gerência de Comunicação Integrada/GCI-MPRO)

Veja também