spot_img

MPRO ingressa com Ação Civil Pública para que Governo de Rondônia contrate médicos para o Hospital Regional de Cacoal

MPRO ingressa com Ação Civil Pública para que Governo de Rondônia contrate médicos para o Hospital Regional de Cacoal

O Ministério Público (MPRO), por meio do promotor de Justiça Marcos Ranulfo Ferreira, ingressou na terça-feira (17) com Ação Civil Pública contra o Estado de Rondônia devido à falta de contratação de profissionais na área da saúde no Hospital Regional de Cacoal.

A Ação pede a contratação de pelo menos 13 médicos clínicos gerais ou intensivistas para atuarem nas alas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Cacoal, e pelo menos 14 (quatorze) pediatras para atuação na área de pediatria no mesmo hospital.

A unidade de saúde pertence à macrorregião 2 e atende pelo menos 32 dos 52 municípios de Rondônia, de estados vizinhos, como Mato Grosso e Amazonas, além de pacientes bolivianos, venezuelanos e haitianos. Conforme apurado pelo MPRO, atualmente leitos adultos estão bloqueados nas alas de UTI, prejudicando ou expondo a risco vários pacientes.

O MPRO cobra de forma administrativa, desde março de 2022, o funcionamento dos leitos da UTI adulto desativados e a contratação ou lotação de médicos. No entanto, a Secretaria de Estado da Saúde (SESAU) não adota providências para resolver a falta de profissionais.

O Promotor de Justiça Marcos Ranulfo Ferreira argumenta na Ação Civil Pública que a saúde é um direito fundamental e condição necessária à vida digna. Lembrou ainda que o Estado realizou concurso público para contratação de servidores da área da saúde, incluindo neste certame profissionais médicos e não promove a convocação dos aprovados.

“Verifica-se em todo o território rondoniense um grande número de pacientes que necessitam de tratamento perante as Unidades de Terapia Intensiva, e não os obtêm na forma e no tempo adequado por falta de equipe médica especializada, fato que tem ocasionado a redução de leitos, gerando danos irreparáveis à saúde dos usuários ou pretensos usuários”, comenta o Promotor.

Ou seja, há indícios de que a postura inerte do Estado é reincidente, pois mesmo sabendo das necessidades de recursos humanos perante o Hospital Regional de Cacoal prefere promover o fechamento/bloqueio dos leitos em vez de adotar providências de médio e longo prazo, de caráter definitivo e permanente para a solução da grave questão afeta à gestão de recursos humanos na área da saúde. Essa omissão perpetua sem solução o comprovado déficit de profissionais de saúde na assistência hospitalar.

Mais notícias sobre cidades de Rondônia

Marcos Rogério anuncia deputado Rodrigo Camargo como vice em evento de pré-candidatura

Encontro reuniu políticos, empresários e apoiadores em Porto Velho. Eleito deputado em 2022, Camargo atuou como delegado da Polícia Civil em Rondônia por 10...

Prefeitura de Cacoal avança com obra de ligação entre Village do Sol e Teixeirão

 Infraestrutura Urbana Prefeitura de Cacoal avança com obra de ligação entre Village do Sol e Teixeirão 23 de junho, às 17h — Assinatura da Ordem de...

IFRO Cacoal realiza 1º Seminário de Produção de Mudas de Café durante a 5ª Cafecau

🌱 Projeto Raízes: Cultivando Sustentabilidade "Evento integra ações do Projeto Raízes: Cultivando Sustentabilidade e busca fortalecer a cafeicultura regional com tecnologia, pesquisa, extensão e mudas...