O deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) explicou em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, os motivos de sua decisão de não apoiar Carlos Bolsonaro na disputa ao Senado por Santa Catarina. Segundo Nikolas, a relação ficou insustentável após o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ter afirmado que ele teria tentado “calar e assassinar” o próprio pai por um “projeto de poder”.
Ferreira detalhou que, na segunda-feira (05), justificou publicamente a ausência de Carlos em sua lista de recomendações eleitorais. Para Nikolas, alguém que propaga acusações tão graves não merece seu endosso, especialmente envolvendo a figura do pai do adversário político. Ele ressaltou que a postura não teve caráter pessoal de vingança, mas foi orientada pelos princípios que norteiam sua atuação pública.
No sábado (03), véspera do primeiro turno, Nikolas publicou em suas redes sociais uma “colinha” com nomes de candidatos de sua preferência para o Senado em Santa Catarina. Ele incluiu Carol De Toni (PL) para uma das duas vagas e deixou a segunda linha em branco, sinalizando claramente a exclusão de Carlos. “Não coloquei e não colocaria. ‘Ah, porque você é vingativo’. Não. Porque eu tenho princípios”, afirmou o parlamentar mineiro ao justificar o ato. No domingo (04), tanto Carol De Toni quanto Carlos Bolsonaro foram eleitos para as vagas no Estado.
O parlamentar também comentou o impacto das declarações nas suas esferas pessoal e familiar. “Você tem ideia do que é um dos dias mais difíceis para mim e para a minha família um cara falar que eu estava ao lado do sistema para poder acabar com o pai dele?”, questionou. Ele reforçou que não se trata de animosidade, mas de manter coerência com aquilo que considera correto em sua trajetória política.
Com 25,35% dos votos, Carlos Bolsonaro conquistou a primeira das vagas para o Senado em Santa Catarina, enquanto Carol De Toni obteve 33,46% dos votos, ficando como a mais votada. Mesmo diante dos resultados, Nikolas Ferreira manteve sua posição, enfatizando que a defesa de seus valores não se mistura a disputas pessoais nem a estratégias de sobrevivência política.
Fonte MSN



