A otorrinolaringologista Juliana Caixeta e a pneumologista Ingrid Danielle Cardoso pontuam por que respirar pela boca gera prejuízos à saúde

O jornalista James Nestor viaja pelo mundo para descobrir “o que deu errado e como consertar”. Em uma de suas andanças, o pesquisador verificou como o ato de respirar de maneira inadequada afeta significativamente a saúde. Ao analisar textos médicos e estudos de pneumologistas, ele elaborou o livro Respiração: A Nova Ciência de uma Arte Perdida.
Ao ser forçado a respirar pela boca enquanto dormia, o jornalista compartilhou apresentar episódios frequentes de apneia do obstrutiva do sono (AOS), ronco intenso, descanso fragmentado e alto nível de estresse durante o dia. Diante dos relatos do pesquisador, a coluna recorreu à expertise de duas médicas, sendo a pneumologista Ingrid Danielle Cardoso e a otorrinolaringologista Juliana Caixeta.
De acordo com a pneumologista do Hospital Albert Sabin, em São Paulo (SP), a respiração pela boca pode desencadear “vários prejuízos à saúde”, porque não cumpre funções essenciais que o nariz exerce. As duas especialistas pontuam que o nariz filtra, umidifica e aquece o ar. Ingrid acrescenta a respeito da respiração nasal ajudar na defesa contra vírus, bactérias e partículas poluentes.
“Quando respiramos pela boca, o ar entra frio, seco e sem filtragem, o que sobrecarrega vias aéreas, pulmões e até o sistema cardiovascular ao longo do tempo”, afirma a pneumologista.

A otorrinolaringologista complementa que respirar pela boca, além de gerar cansaço, deixa a via aérea mais ressecada e até os pulmões tendem a sofrer com o ar que chega sem o preparo adequado. Conforme Juliana, entre as condições de saúde decorrentes do ato feito pela boca, constam dores de garganta, crises de tosse, bronquite, asma e infecção.
Abaixo, a especialista Ingrid Danielle Cardoso menciona os quadros de saúde que podem ser desencadeados pela respiração bucal. Segundo ela, quando esse ato é crônico, tende a estar associado a:
- Ronco e distúrbios do sono, como apneia;
- Boca seca, mau hálito e cáries;
- Infecções respiratórias frequentes;
- Piora da asma e da rinite;
- Dor de garganta recorrente;
- Alterações na mastigação e na postura;
- Cansaço excessivo e dificuldade de concentração.
A médica que cuida de estruturas como nariz, garganta, ouvidos e cordas vocais esclarece que “a respiração ideal deve ser pausada e calma”. “Se o seu respirar te incomoda e você a nota, é porque algo está errado. Respirar deve ser algo natural”, garante a otorrinolaringologista Juliana Caixeta.

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