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Palanque presidencial 2022 cai no colo de Ivo Cassol em Rondônia, com filiação de Bolsonaro ao PL

Palanque presidencial 2022 cai no colo de Ivo Cassol em Rondônia, com filiação de Bolsonaro ao PL

Além de determinação e muito trabalho, parece que o ‘italiano’ nasceu mesmo foi com o bumbum pra lua, como diz a lenda

PORTO VELHO – O empresário Ivo Narciso Cassol é um sujeito determinado na busca dos seus objetivos e muito provavelmente isso contribuiu muito para que ele tenha se tornado um dos homens mais ricos de Rondônia, em quarenta e poucos anos, desde que seu pai, o pioneiro plantador de cidades Reditário Cassol, se instalou com a mulher e os filhos na então inóspita região de Rolim de Moura, na Zona da Mata. A família toda prosperou, se tornou um clã político forte, com seus integrantes tendo sido eleitos para quase todos os cargos em Rondônia. De prefeito a deputado estadual, deputado federal, governador e senador.

Mas, Narciso Cassol também é um sujeito de sorte.

E o ato de filiação do presidente Jair Bolsonaro ao Partido Liberal, na terça-feira, em concorrida solenidade em Brasília, é uma pitada de comprovação de que além de determinação e muito trabalho, parece que ‘italiano’ nasceu mesmo foi com o bumbum pra lua, como diz a lenda.

Ocorre que, enquanto tira onda de curar covid com fumaça de eletrodo de solda e trabalha em surdina para ver aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) uma revisão na Lei da Ficha Limpa que devolverá sua elegibilidade e o coloca na campanha para governador no próximo ano, Ivo é presenteado pela sorte.

Caso consiga se habilitar para a disputa de 2022, o ex-governador que tem sob suas asas em Rondônia o comando do PL, na pessoa de seu home de confiança, ex-deputado Luiz Cláudio (atual secretário de Administração Distrital de Porto Velho) e do Partido Progressista (PP), ao qual está filiado e elegeu sua irmã, Jaqueline, deputada federal, viu cair em seu colo o palanque da campanha de Bolsonaro a reeleição.

Essa é uma verdade insofismável que passar a atordoar os miolos do senador Marcos Rogério, um bolsonarista convertido, e do governador Marcos Rocha, esse sim, bolsonarista raiz e colega de caserna.

 

Com a fusão do DEM com o PSL, passando a ser uma sigla grande, mas de oposição ao Governo Bolsonaro, os dois Marcos (Rogério e Rocha) ficaram meio deslocados e fora do arco preferencial de aliança da campanha presidencial, embora ressaltem que haverá brechas para acordos regionais.

Marcos Rocha pelo menos garantiu o comando em Rondônia da legenda em que se filiou.

Já o senador Marcos Rogério ainda não se definiu para onde vai, embora todos vejam com naturalidade sua aproximação com o PSD, onde ele tem de  apurar arestas e engolir o genioso deputado federal Expedito Netto, que volta e meia disparo petardos contra o senador.

Bolsonaro deixou claro em seu discurso que a aliança preferencial do PL será com o PP, que deverá indicar o candidato a vice na chapa presidencial.

Carlos Araújo, para o expressaorondonia

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