
Renata questionou Lula sobre a dívida pública brasileira, que ultrapassou R$ 10 trilhões e chegou a cerca de 82% do Produto Interno Bruto (PIB). A jornalista perguntou ainda qual seria a meta do presidente para a dívida em um eventual novo mandato.
Antes de responder ao questionamento, Lula criticou a maneira como a pergunta havia sido apresentada. “Eu pensei que uma jornalista da tua qualidade, da tua competência, pudesse começar essa pergunta falando diferente”, afirmou.
Na sequência, o presidente sugeriu outra forma de abordar o tema, mencionando os resultados fiscais de seus primeiros governos.
A fala provocou reações nas redes sociais. Parte dos críticos classificou a postura como “mansplaining” e acusou Lula de tentar ensinar uma jornalista experiente a formular uma pergunta técnica. A interpretação, no entanto, não foi unânime: apoiadores do presidente defenderam que o episódio ocorreu durante um embate político e não teve relação com o fato de Renata ser mulher.
A entrevista também foi marcada por questionamentos sobre integrantes do entorno do governo. Ao ser questionado sobre Lulinha, as investigações envolvendo o INSS e aliados, Lula reclamou do teor das perguntas e afirmou que estava se sentindo como se estivesse no Ministério Público.
Após a repercussão do episódio envolvendo Renata, adversários do presidente passaram a cobrar manifestações de setores da esquerda e de grupos feministas. Os críticos compararam o caso a episódios anteriores envolvendo declarações de outros candidatos que foram classificadas como misóginas.



