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RETA DECISIVA – A 26 dias da eleição, disputa pelo Governo de Rondônia mantém Rogério na frente e Fúria em ascensão

RETA DECISIVA – A 26 dias da eleição, disputa pelo Governo de Rondônia mantém Rogério na frente e Fúria em ascensão

Eleições 2026
Samuel Costa consegue decisão favorável e entra oficialmente no jogo; enquanto Marcos Rogério administra favoritismo, adversários intensificam campanha e batalha pelo segundo turno ganha força

RETA DECISIVA – A 26 dias da eleição, disputa pelo Governo de Rondônia mantém Rogério na frente e Fúria em ascensão

A 26 dias do primeiro turno, a disputa pelo Governo de Rondônia entra definitivamente em sua fase decisiva. Apesar do aumento das agendas, da presença dos candidatos nas ruas e da intensificação das campanhas, até agora não surgiu um fato político suficientemente forte para provocar uma mudança radical no desenho da eleição.

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A principal novidade dos últimos dias está na candidatura de Samuel Costa (PSB). Depois de realizar parte da campanha em meio à disputa jurídica envolvendo sua candidatura, Costa ganhou novo fôlego após decisão que beneficiou seu projeto eleitoral, consolidando sua presença na disputa.

Fora isso, o tabuleiro continua relativamente parecido com aquele desenhado nas últimas semanas: Marcos Rogério permanece como principal nome da corrida, enquanto Adailton Fúria cresce e se apresenta cada vez mais como o adversário com maior possibilidade de enfrentá-lo em um eventual segundo turno.

Mas faltando quatro semanas para a votação, existe tempo e espaço para mudanças.

Marcos Rogério divide campanha com atuação nacional

Líder nas pesquisas divulgadas até aqui, Marcos Rogério vive uma situação diferente dos demais concorrentes. Senador da República, precisa dividir sua atenção entre a agenda nacional, o mandato em Brasília e a campanha eleitoral em Rondônia.

Mesmo assim, permanece em posição privilegiada na corrida pelo Palácio Rio Madeira.

Um ponto que chama atenção, porém, é a exposição ainda discreta de seu candidato a vice, Delegado Camargo.

A expectativa natural era de que Camargo tivesse presença mais intensa no noticiário e assumisse parte importante das agendas enquanto Rogério precisa cumprir compromissos do mandato no Senado. Pelo menos para o grande público, essa atuação ainda não ganhou a dimensão que poderia ter.

Marcos Rogério, entretanto, possui estrutura política, recall eleitoral e uma base consolidada que lhe permitem administrar a campanha sem, até agora, demonstrar perda significativa de protagonismo.

Fúria cresce e Leoni ajuda a abrir caminho na Capital

Se existe um candidato vivendo um momento particularmente importante nesta reta da campanha, é Adailton Fúria.

O prefeito de Cacoal aparece em trajetória ascendente e hoje se coloca como um dos nomes mais competitivos para conquistar uma vaga no segundo turno.

Fúria possui forte identificação com o interior, especialmente na região central do estado, mas precisava avançar justamente no maior colégio eleitoral de Rondônia: Porto Velho.

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É nesse ponto que seu vice, Everton Leoni, vem desempenhando papel importante.

Leoni tem participado ativamente da campanha e ajudado a ampliar a presença da chapa na Capital. A combinação permite que Fúria continue trabalhando sua força no interior enquanto seu grupo político tenta diminuir a distância em Porto Velho.

Se conseguir transformar crescimento em intenção efetiva de voto nas próximas semanas, Fúria poderá chegar aos últimos dias da campanha como principal ameaça à liderança de Rogério.

Hildon faz movimento inverso com Cirone Deiró

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Na chapa de Hildon Chaves, a estratégia territorial apresenta uma lógica praticamente inversa.

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Ex-prefeito de Porto Velho, Hildon possui seu principal patrimônio eleitoral justamente na Capital, cidade que administrou durante dois mandatos.

Para avançar no interior, o deputado estadual Cirone Deiró, candidato a vice, tornou-se uma peça estratégica.

Com forte presença política fora da Capital, Cirone ajuda Hildon a alcançar municípios e lideranças onde o ex-prefeito precisa ampliar seu desempenho.

A campanha de Hildon sabe que apenas uma grande votação em Porto Velho pode não ser suficiente para garantir o segundo turno. Por isso, crescer no interior nas próximas quatro semanas passa a ser determinante.

Expedito Netto aposta no eleitorado de esquerda

Expedito Netto continua sendo um personagem que não pode ser ignorado na disputa.

Ele aparece nas pesquisas sustentado, entre outros fatores, pelo eleitorado identificado com a esquerda e pode crescer conforme a polarização nacional influenciar a eleição estadual.

Sua campanha tem intensificado a presença no interior, enquanto seu vice, Luiz Teodoro, concentra boa parte da atuação em Porto Velho.

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A estratégia tenta criar presença simultânea nos dois principais ambientes eleitorais do estado.

O desafio de Netto será transformar a identificação ideológica de uma parcela do eleitorado em volume suficiente para entrar efetivamente na briga pelas primeiras posições.

Pedro Abib tenta compensar estrutura menor com presença nas ruas

Correndo por fora está Pedro Abib, acompanhado de seu vice, Mauro Santos.

Abib representa uma candidatura nova dentro do cenário estadual e tem concentrado esforços principalmente em Porto Velho e Ariquemes, sem abandonar agendas em outras regiões.

A principal dificuldade está na estrutura.

Comparado a algumas das grandes campanhas que disputam o Governo, Abib conta com recursos e apoio partidário mais limitados. Em uma eleição estadual, na qual é necessário percorrer enormes distâncias e manter presença simultânea em dezenas de municípios, essa diferença pesa.

Mesmo assim, Abib mantém uma campanha ativa e busca ocupar justamente o espaço do eleitor que procura uma alternativa aos grupos políticos mais tradicionais.

Samuel Costa ganha novo combustível

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A mudança mais concreta dos últimos dias aconteceu na campanha de Samuel Costa.

Depois de enfrentar uma disputa que colocou sua candidatura sob forte insegurança jurídica e política, a decisão favorável deu novo combustível à chapa formada por Samuel e Sargento Machado.

Os dois intensificaram as agendas.

A maior presença continua em Porto Velho, onde Samuel possui sua principal exposição política, mas a campanha também tenta ampliar encontros e compromissos no interior.

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A questão agora é saber quanto o período de indefinição prejudicou sua candidatura e se ainda existe tempo para recuperar terreno.

Com apenas 26 dias restantes, cada semana passa a representar uma parcela enorme da campanha.

Eleição entra no período em que tudo pode acontecer

Neste momento, não existe um acontecimento isolado capaz de indicar uma ruptura no cenário eleitoral.

Marcos Rogério continua forte. Fúria cresce. Hildon tenta transformar sua força na Capital em presença estadual. Expedito Netto procura consolidar o eleitorado da esquerda. Abib tenta romper a barreira da estrutura e Samuel Costa ganha fôlego depois da batalha jurídica.

Mas eleições raramente permanecem congeladas até o último dia.

As próximas pesquisas terão importância ainda maior porque começarão a captar o impacto da campanha de rua, das alianças municipais, do horário eleitoral, dos debates e da maior atenção do eleitor à disputa estadual.

E existe uma batalha dentro da batalha.

Enquanto Marcos Rogério trabalha para preservar a dianteira e garantir presença no segundo turno, seus principais adversários disputam algo ainda mais imediato: quem conseguirá ocupar a outra cadeira desse confronto.

Hoje, Fúria parece estar em posição privilegiada nessa corrida.

Hildon ainda possui patrimônio eleitoral para reagir. Netto tenta transformar o voto ideológico em crescimento. Os demais procuram surpreender.

Faltam 26 dias.

Até aqui, o jogo não virou.

Mas, a partir de agora, cada semana pode valer uma eleição inteira.

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